Gostei de ver John Boyega, como Rei Ghezo, mesmo ele tendo feito parte da pior franquia de Star Wars. Gostei muito da personagem Izogie interpretada pela atriz britânica Lashana Lynch, a feição da atriz ficou muito marcante em sua personagem. Ela passa força, presença. Um destaque também para a Nawi a verdadeira protagonista de todo o filme, personagem da atriz Thuso Mbedu, que sai de uma jovem birrenta a uma grande guerreira.
As atrizes são muito boas e retratam de boa forma a fúria das guerreias Agojis. O filme tem suas falhas em sua narrativa. As Agojis eram tidas como vilãs e não como heroínas. Eram mulheres negras que eram recrutadas dos 8 aos 14 anos. E tinha suas vidas dedicada ao treinamento militar. Não podia casar e nem terem filhos. Eram guerreiras temidas. Assassinas cruéis que matava qualquer tipo de pessoas como crianças e idosos. Escravizavam o próprio povo e vendiam para os brancos nesse caso os europeus. Essa é verdadeira história do reino Daome.
O filme apesar de ser baseado em fatos reais e dele se distancia da realidade dos verdadeiros fatos dessa história. O filme nem por isso é ruim. Infelizmente o filme deixou de lado a verdadeira história para criar um epico mais romantizado e simplesmente de ação. Sem deixar é claro a qualidade de lado. Se o filme fosse mais fiel a verdadeira historia do reino Daome e das guerreiras Agojis, ele seria muito interessante e visceral. Mas mesmo não sendo, o épico A Mulher Rei, é um filmaço épico de ação, com ótimas cenas de luta e de ação. Que minimamente oferece boas atuações, boa construção de cenário, figurino e cultura daquele povo e daquela época da escravidão. Minha nota para o filme é 7,5.
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